“Você é super qualificado, mas…” — O dilema da superqualificação
- Nicoly Lima
- 17 de jun.
- 2 min de leitura

Você se candidatou. Cumpre (e até supera) todos os requisitos da vaga. E, mesmo assim, recebe aquele feedback frustrante:
“Você é super qualificado para essa posição.”
Mas… como algo positivo se transforma num motivo de rejeição?
Vamos entender o que realmente está por trás desse “elogio disfarçado de não”.
🔍 O que o recrutador pode estar pensando:
Medo de você sair logo: Empresas temem que, ao aceitar uma vaga abaixo do seu nível, você esteja só “quebrando um galho” e vá embora assim que surgir algo melhor.
Questão salarial: Pode parecer que você exigirá um salário mais alto do que o orçamento da vaga permite.
Desalinhamento de expectativas: A função pode não oferecer os desafios ou o nível de autonomia que você está acostumado — e o recrutador pode achar que você se frustrará rápido.
Temor da hierarquia: Em alguns casos, há receio de conflitos com a liderança se você tiver mais experiência que o gestor direto.
✅ O que você pode fazer:
Explique o porquê da escolhaMostre que você quer realmente aquela vaga — e não que está aceitando por falta de opção.
Alinhe expectativas na entrevistaFale sobre suas motivações atuais: propósito, qualidade de vida, mudança de área, estabilidade... Isso ajuda a quebrar preconceitos.
Adapte seu currículoEnxugue detalhes irrelevantes para a vaga em questão. Direcione seu histórico para mostrar aderência, não excesso.
Demonstre compromissoReforce que está buscando estabilidade e deseja contribuir com consistência, mesmo que a posição pareça “menor” no papel.
🧠 Dica final: Superqualificação não é um problema. É sobre como você comunica seu momento profissional. Quando bem explicado, o “medo do recrutador” vira confiança.
Se precisar de ajuda para adaptar seu currículo ou se preparar para esse tipo de conversa, fala com a gente! Estamos aqui pra virar esse jogo com você. 😉



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